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Europa 'salva' as exportações brasileiras em 2011

16/01/2012
Vendas brasileiras para a União Europeia cresceram 20% de janeiro a outubro - só Rússia e da Noruega subiram mais no mesmo período.

A alta nos preços de alimentos compensou a estagnação do mercado europeu em 2011 e "salvou" as exportações brasileiras. Dados oficiais da União Europeia revelam que o Brasil conseguiu expandir suas exportações para a Europa em 20% em grande parte de 2011, multiplicando seu superávit por mais de cinco vezes com o bloco europeu.

Nos dez primeiros meses do ano passado, o Brasil se beneficiou da terceira maior expansão de exportações ao mercado europeu. Se for excluído o comércio de petróleo, o Brasil liderou o crescimento entre os principais parceiros comerciais europeus, mesmo com a negociação para um acordo Mercosul-UE, retomadas após período de impasse.

As informações apontam que apenas a Rússia e Noruega, com 26% e 21%, aumentaram suas vendas aos europeus de forma mais acentuada que o Brasil. Na pauta de exportação desses dois países, o petróleo e gás respondem por mais de 80% do fluxo.

No caso brasileiro, as exportações nacionais passaram de 26,7 bilhões, em 2010, para 32,1 bilhões, nos dez meses de 2011. Com o resultado, o Brasil se manteve na nona colocação como maior fornecedor de produtos aos europeus. A produção agrícola domina a pauta brasileira e a alta dos preços de commodities foi fundamental para manter elevada a expansão comercial.

Brasil x China. A expansão brasileira foi bem maior que a de produtos chineses e americanos ao mercado europeu. O crescimento nesses casos foi de apenas de 4% e 9%, respectivamente. Tanto chineses quanto americanos tem grande parte de sua pauta exportadora baseada em produtos manufaturados.

Em 2011, mesmo caminhando para mais uma crise, os europeus foram obrigados a pagar 15% a mais para garantir o abastecimento de alimentos. Até outubro, a UE havia usado 75 bilhões para importar alimentos. Entre os produtos industrializados, a Europa elevou suas compras em apenas 7% no ano. Em setores como máquinas e equipamentos, a expansão foi de apenas 1%, numa demonstração de que empresas pararam de investir na produção.

A alta nas vendas brasileiras, mesmo diante da crise, permitiu que o País elevasse de forma importante seu superávit comercial com o bloco europeu. Nos dez meses de 2010, o resultado era de um saldo favorável de apenas 500 milhões para o Brasil. Até outubro de 2011, esse volume chegou a 2,8 bilhões. Com a China, porém, o déficit europeu chega a mais de 132 bilhões.

Desaceleração. Se até outubro os dados foram positivos para o Brasil, os resultados de novembro e dezembro prometem frear esses lucros. Os dados apontam que, em novembro, a Europa já registrou uma contração em suas importações de 0,6%, num sinal da recessão.

Para a UE, essa tendência deve ser mantida em dezembro e no início de 2012. O Brasil ainda deve sofrer com uma queda nos preços das commodities, já registrada em dezembro e que poderia chegar a 11% em apenas um mês.

A própria Organização Mundial do Comércio (OMC) já alerta que deverá rever a expansão das exportações para 2011 diante da queda dos últimos meses do ano. Para a entidade, ninguém será poupado.

Fonte: O Estado de São Paulo


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