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Dólar acima de R$ 1,70 ainda não é o ideal, diz Mantega

09/03/2012
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, demonstrou satisfação com a reação do mercado de câmbio, que há quatro pregões engatou trajetória de alta do dólar, acumulando ganho de 3,2% no período.

Mesmo assim, ele sinalizou que a elevação da moeda, que fechou na casa de R$ 1,76 nos últimos dois dias, ainda pode melhorar.

"Conseguimos ficar com o dólar acima de R$ 1,70. É um patamar que melhora a competitividade das exportações brasileiras, mas não é o ideal", disse o ministro.

A valorização do dólar foi atribuída pelo ministro às ações tomadas recentemente pelo governo, como a ampliação do pagamento de 6% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos externos de até três anos.

O anúncio foi feito quinta-feira, 1.º de março. "O câmbio reage a medidas que tomamos e às que ainda poderão vir", disse, reforçando que o governo continuará a fazer anúncios nessa área.

Para Mantega, a mudança do comportamento da cotação da moeda, que vinha devolvendo no início do ano as elevações vistas ao final de 2011, se deu porque o mercado ficou mais precavido na hora de se expor.

Além disso, ele voltou a usar o artifício "vocal" ao dizer que o governo possui "muita munição" e que barrará qualquer especulação contra o real, seja no mercado futuro ou no mercado à vista. "O mercado sabe disso e respeita o governo", enfatizou.

Também contribuíram para a recente alta do dólar, segundo o ministro, os impactos da turbulência externa, agravada nos últimos dias pela expectativa de expansão menor da China. "Os mercados estão nervosos", resumiu Mantega.

Equilíbrio. Logo depois de afirmar que a cotação ainda não estaria em um nível ideal, Mantega tentou emendar sua avaliação, explicando que não saberia dizer qual seria a situação de equilíbrio no câmbio e que, na realidade, não existe um patamar ideal para a cotação da moeda americana. "Temos lutado contra a alta do real que possa reduzir a competitividade da indústria", explicou.

Primeiro a cunhar o termo "guerra cambial", o ministro avaliou que houve uma "agudização" dessa prática nos últimos dias no mundo e disse que o governo brasileiro monitora o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) - que é basicamente destinado à produção - para averiguar se há algum movimento de arbitragem, uma prática de investidores que obtêm recursos com taxas de juros mais baixas em um país para aplicar em outro que apresenta retorno maior.

"Observamos os mercados diariamente para impedir isso", disse o ministro. / C.F., E.C. e E.R

Fonte: O Estado de São Paulo


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