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China volta a assombrar mercados globais

23/03/2012
Atividade industrial chinesa perde fôlego pelo 5 mês seguido. Bolsa de SP cai 1,54% e a de NY, 0,60%, apesar de bons indicadores nos EUA.

A atividade industrial da China registrou desaceleração em março, pelo quinto mês consecutivo, deixando os investidores mais preocupados com os riscos para o crescimento global. O índice de gerentes de compras preliminar do HSBC recuou de 49,6 para 48,1 pontos este mês. Abaixo de 50, o indicador aponta retração. As principais bolsas globais fecharam em queda.

As novas encomendas à indústria chinesa atingiram o menor patamar em quatro meses, e as novas contratações despencaram para uma mínima de dois anos. Em nota, o economista-chefe do HSBC na China, Qu Hongbin, disse esperar um novo afrouxamento monetário.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou seu terceiro dia consecutivo de queda. O Ibovespa, seu principal índice, recuou 1,54%, aos 65.828 pontos, apagando os ganhos no mês. O dólar comercial teve leve alta, de 0,05%, a R$ 1,822.

Nos Estados Unidos, nem os dados positivos impediram a queda nos mercados. Os pedidos de seguro-desemprego recuaram na semana passada de 353 mil para 348 mil, o menor nível desde fevereiro de 2008. E o grupo de indicadores antecedentes do Conference Board, que aponta as tendências futuras da economia, subiu 0,7%, para 95,5 pontos em fevereiro.

Mesmo assim, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, disse ontem que os gastos dos consumidores nos EUA ainda estão fracos demais para garantir um crescimento econômico satisfatório.

- Em termos de dívida e consumo, estamos bem abaixo dos níveis pré-crise - disse Bernanke em palestra a estudantes na Universidade George Washington. - Temos carência de demanda para manter o crescimento da economia.

Em Nova York, o Dow Jones perdeu 0,60%, enquanto S&P 500 e Nasdaq recuaram 0,72% e 0,39%. Na Europa, Londres caiu 0,79%, Paris recuou 1,56%, e Frankfurt, 1,27%. Pesou ainda a queda na produção industrial na zona do euro. O índice do Instituto Markit caiu de 49,3 para 48,7 pontos em março.

- O mercado percebeu um risco maior em relação ao crescimento global - avalia o estrategista de varejo da corretora Ágora, José Francisco Cataldo.

Ações ligadas a petróleo e matérias-primas recuam

Com os sinais de arrefecimento no crescimento chinês puxando para baixo as cotações de matérias-primas, as ações de produtoras de insumos básicos voltaram a ser destaque negativo. Vale PNA (preferencial, sem voto) perdeu 2,07%, a R$ 40,60. Petrobras PN caiu 1,29%, a R$ 23,80, e Gerdau PN recuou 3,03%, a R$ 17,92.

A maior baixa do Ibovespa, porém, foi JBS ON (ordinária, com voto), com 7,09%, a R$ 7,60, após o frigorífico, maior produtor de carne do mundo, anunciar resultados abaixo do esperado.

Os preços do petróleo também foram afetados pela perspectiva de desaceleração da economia global. Em Nova York, o barril do tipo leve americano com entrega em maio recuou 1,8%, para US$ 105,35. Mas, no ano, a alta acumulada é de 6,6%, segundo a Bloomberg News. Já em Londres o barril do Brent, também para maio, fechou em queda de 0,9%, a US$ 123,14.

Fonte: O Globo


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