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Argentina proíbe compra de dólares com dinheiro em espécie

13/07/2012
O governo da presidente Cristina Kirchner voltou a apertar o cerco sobre o dólar ao determinar na quarta-feira à noite que as poucas alternativas para realizar a compra da moeda americana só poderão ser efetuadas com dinheiro "bancarizado". Dessa forma, os argentinos ficam proibidos de adquirir os dólares com dinheiro em espécie, já que terão de comprar a moeda americana com cartão de débito ou cheque.

Mas, para fazer essa compra, deverão pedir autorização prévia da Administração Federal de Ingressos Públicos (Afip), a receita federal argentina, medida que está vigente desde novembro passado.

A nova restrição sobre a moeda americana permitirá que apenas 30% da população possa comprar dólares, já que 70% dos argentinos - tradicionalmente desconfiados com o sistema financeiro - não têm contas em banco. "Os argentinos devem se acostumare a deixar de pensar em dólares", disse recentemente o senador kirchnerista Aníbal Fernández, aliado da presidente Cristina na Câmara Alta.

Nos últimos meses, o governo Kirchner aplicou uma série de medidas para restringir o acesso ao dólar. Atualmente, os argentinos só podem adquirir a moeda para viagens ao exterior (com a apresentação da passagem área), doações para pessoas vítimas de catástrofes naturais ou para casos de caráter humanitário de conhecimento público.

Desde a semana passada, os argentinos não podem mais comprar dólares para poupar. Dessa forma, o governo Kirchner interrompe o costume dos argentinos de resguardar as economias na moeda americana. Os argentinos geralmente guardam seus dólares fora do sistema financeiro, primordialmente nos colchões e outros esconderijos domésticos, em caixas de segurança e contas bancárias no exterior.

A presidente do Banco Central, Mercedes Marcó del Pont, justificou a bateria de medidas contra o dólar, afirmando que o governo pretende evitar que o dinheiro fique "ocioso" (isto é, dentro dos colchões, outros esconderijos domésticos, caixas de segurança ou contas no exterior, costume que milhões de argentinos exercem há décadas).

"Hoje podemos dizer que não temos escassez estrutural de dólares. Mas não podemos nos dar ao luxo de que esses dólares se desloquem para fora da produção e fiquem ociosos. Esses dólares devem ser utilizados permanentemente para garantir o crescimento econômico!", exclamou.

O "corralito verde" - como a população batizou as medidas do governo - se transformou em uma virtual sentença de morte para a maioria das casas de câmbio da cidade de Buenos Aires. Desde a instauração das primeiras restrições, em novembro passado, o volume de operações caiu 50%. Mas, com a aplicação de mais restrições, as agências ficaram praticamente vazias nos últimos dois meses, colocando em risco mais de 3 mil postos de trabalho na capital argentina.

Ontem, o dólar oficial terminou a jornada em 4,57 pesos, enquanto que o paralelo registrava um novo aumento, que o levou ao patamar de 6,10 pesos.

Fonte: O Estado de São Paulo

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