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Importação de bens de capital recua até agosto

31/10/2014
Um termômetro do apetite de investimentos do empresariado brasileiro, a importação de bens de capital acumulou uma retração de 7,3% até agosto, na comparação com igual período do ano passado.

O boletim econômico da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei) revela que foram negociados US$ 31,9 bilhões pelo segmento nos oito primeiros meses do ano, contra US$ 34,4 bilhões de janeiro a agosto de 2013.

A compra de máquinas e equipamentos importados sofre quedas consecutivas desde janeiro deste ano, no acumulado de 12 meses, chegando ao pior nível agora.

O tombo até aqui foi maior que o das importações gerais do país, que recuaram 4,1% até agosto.

A participação do setor na pauta geral de importações brasileira recuou para 20,7% de 21,44% nos meses de janeiro a agosto do ano passado.

O consultor econômico da Abimei e professor do Insper, Otto Nogami, diz que o recuo reflete a retração dos investimentos no setor produtivo e segue como tendência.

"Há uma maior importação de peças e acessórios em lugar de grandes máquinas. Isso sinaliza que a importação está sendo feita hoje apenas para manutenção do maquinário já existente, não para a expansão da capacidade produtiva da indústria", disse à reportagem.

Ele destaca que o ano de 2014 foi atípico por concentrar a Copa do Mundo de 2014 e as eleições presidenciais.

O maior impacto foi sentido nas importações de partes e peças para a agricultura (-19,5%) e maquinaria industrial (-17,3%), cujos volumes negociados somaram US$ 175,9 ,milhões e US$ 9,1 bilhões, respectivamente.

Apenas os segmentos de equipamentos fixos para transporte e partes e peças para bens de capital da indústria registraram alta nas importações até agosto, de 16,5% e 4,5%.

O presidente da Abimei, Ennio Crispino, atribuiu a redução das importações de bens de capital à situação econômica que o país atravessa e à baixa atividade industrial, em especial em setores propulsores das vendas de equipamentos como automotivo e de óleo e gás.

Ambos enfrentam problemas: a menor demanda doméstica e de parceiros como a Argentina afetam o setor de automóveis e a crise da Petrobras os fornecedores do setor de petróleo.

"O investimento em bens de capitais, sejam máquinas nacionais ou importadas, tem a ver com aumento de produção, produtividade e modernização do parque industrial. Como o mercado não tem apresentado demanda satisfatória, os investimentos estão freados", disse.

Segundo Crispino, o segmento de importação de bens de capital tem hoje um faturamento 50% inferior ao do período pré-crise de 2008, movimentando em torno de US$ 2 bilhões para o ano.

Apesar do fim da incerteza eleitoral, com a reeleição da presidente Dilma Rousseff, o empresário não enxerga uma retomada desse investimento antes do segundo trimestre de 2015, mais provavelmente apenas na segunda metade do ano.

A Abimei reúne cerca de 90 associadas, entre distribuidores de máquinas e equipamentos, fabricantes de máquinas importadas que dão suporte às vendas e fornecem peças de reposição, empresas de assessoria em comércio exterior, fabricantes nacionais que também importam e empresas na área de serviços como de fretes internacionais.

Fonte: Exame

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