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Câmbio depreciado não basta para a balança, diz Tendências

07/11/2014
As exportações têm sido o principal ponto de pressão sobre o resultado da balança comercial, avaliou o economista da Tendências Consultoria Integrada, Felipe Salto.

Para ele, a depreciação do real não tem gerado os resultados esperados sobre as vendas para o exterior, e isso se deve aos desarranjos observados na política econômica doméstica.

Em outubro, a balança comercial brasileira registrou um déficit de US$ 1,177 bilhão, resultado negativo superior ao de setembro, quando o déficit foi de US$ 939 milhões.

As exportações de outubro somaram US$ 18,330 bilhões, queda de 19,7% na comparação anual e de 10,6% na margem.

A comparação é feita pela média por dias úteis, sendo que o mês passado teve um dia útil a mais que em setembro.

As importações apresentaram uma retração menor, de 15,4% na comparação com outubro de 2013 e de 9,2% ante setembro.

"Quando a economia está mais enfraquecida, a tendência é que haja mesmo um enfraquecimento das importações", explicou Salto.

O economista da Tendências afirmou que as exportações estão sofrendo por conta de fatores externos e internos: no lado externo, o ambiente econômico desfavorável dos parceiros comerciais do Brasil e as incertezas sobre quando o governo norte-americano voltará a subir os juros são duas explicações para uma demanda mais fraca.

No âmbito interno, Salto avaliou que as vendas para o exterior são prejudicadas por uma política fiscal desajustada e pelo ambiente de negócios desfavorável ao investimento.

"O câmbio depreciado, sozinho, não basta", avaliou.

A projeção da Tendências para o resultado da balança comercial deste ano é de uma recuperação nesses meses finais do ano, assim como ocorreu no ano passado.

A Tendências estima um superávit de US$ 2 bilhões, revertendo o déficit de US$ 1,87 bilhão acumulado no ano até outubro.

A chance de a conta fechar no negativo, no entanto, "não é desprezível", ponderou Salto.

O economista ainda destacou que uma recuperação mais consistente dos números somente virá com uma melhora das políticas econômicas domésticas.

Fonte: Exame

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