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Diplomata considera taxas impostas por Trump "ação típica de unilateralismo e protecionismo"

04/04/2018
A Ministra Conselheira Econômica e Comercial da Embaixada da China em Brasília, Xia Xiaoling, considerou "uma típica ação de unilateralismo e protecionismo, que a China fortemente a critica e condena"a sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos de origem chinesa estimados em US$ 50 bilhões.

Segundo a diplomata, " no ato que os EUA tentarem impor uma guerra comercial , a China não teme, não recua e irá até ao fim. A China irá tomar todas providencias necessárias para proteger os seus direitos e interesses".

A Ministra Conselheira afirmou que "a lista de produtos publicada pelos Estados Unidos negligencia a natureza da cooperação econômica e comercial Win Win entre a China e os EUA nos últimos 40 anos" e também "violou fortemente os princípios básicos e o espírito da Organização Mundial do Comércio (OMC)".

A diplomata falou sobre a reação de Pequim ante a escalada protecionista lançada por Donald Trump ressaltando que "nesta quarta-feira, 4 de abril, a China denunciou as ações americanas ao sistema de resolução de controvérsias da OMC. Ao mesmo tempo, a China publicou as medidas equivalentes contra os produtos americanos com a mesma força e amplitude conforme a Lei do Comércio Exterior Chinesa e os princípios básicos do Direito Internacional. A lista inclui produtos agrícolas como soja, automóveis, aviões e produtos químicos junto a demais produtos importados de origem americana a serem sobretaxados com uma tarifa de 25%, estimando um valor de US$ 50 bilhões, com base nas importações americanas de 2017. A China foi obrigada a reagir diante do cenário apresentado, mas optou por tomar medidas moderadas"

Ao analisar o escopo e a abrangência da denominada investigação 301, a diplomata chinesa destacou que "ela não relata a realidade da China" e citou quatro argumentos para reforçar sua opinião: "É visível para todos a transformação da China desde a abertura e reforma econômica, a China tem firmemente implementado a reforma de mercado, ampliando o acesso de investimento e fortalecendo a proteção de direito intelectual. Por conta da demanda da política interna, o EUA apontam o dedo à China, ignorando a realidade chinesa, desconsiderando o esforço de ampliar a cooperação econômica bilateral junto ao dialogo sobre o direito intelectual. Isso não é factual e sem fundamento".

Considerou ainda "imbatível a posição da China de proteger os seus interesses e direitos legais" e afirmou que "a parte chinesa não deseja entrar em uma guerra comercial, tão pouco espontâneamente iniciará uma guerra comercial, pois não há vencedores em qualquer guerra comercial, ambas as partes saem perdendo. Porém a China não tem medo de uma guerra comercial. Se alguém insistir em entrar em uma guerra comercial, a China estará presente até ao fim. A China tem confiança e capacidade de encarar qualquer desafio. No ato que os EUA tentarem impor uma guerra comercial , a China não teme, não recua e irá até ao fim. A China irá tomar todas providencias necessárias para proteger os seus direitos e interesses".

A postura unilatelarista dos Estados Unidos foi alvo de comentários por parte da Ministra Conselheira: " há tempos que os EUA têm iniciado investigação unilateral contra diversos países, por qualquer motivo tal como por demanda da política interna, assim aplicando uma sobretaxa, restringindo investimento junto a demais formas de retaliações e sanções. O caso de 301, resultou em 125 investigações, das quais 8 investigações foram a respeito do Brasil. Podemos dizer que todo o mundo foi afetado e ficou com abuso do unilateralismo americano".

Por outro lado, a diplomata sublinhou que "a China está disposta a promover a construção do comércio livre junto com os outros países do mundo e continuará a promover a sua ampla abertura ao exterior, criando um ambiente mais atrativo de negócios, ampliando o investimento e comércio bilaterais com os demais países, salvaguardando a autoridade do sistema do comércio multilateral, construindo uma economia mundial aberta".

A forte defesa reiterada pelo Presidente Xi Jinping em favor da busca de soluções negociadas para as questões internacionais foi igualmente destacada pela diplomata: "o Presidente Xi Jinping tem salientado que os assuntos internacionais deveriam ser tratados mediante negociações entre os povos e não forçar a sua vontade em cima dos outros. A China nunca sacrificaria o interesse de outras nações pelo desenvolvimento de si própria. O sistema multilateral do comércio não tolera o unilateralismo tal como a água não mescla com o fogo. Hoje o EUA estão com a mira virada para a China, amanhã pode está virada para demais países. Uma nação que opta por tolerar o protecionalismo pela sua sobrevivência, colherá o fruto que planta".

A Ministra Conselheira aproveitou para deixar clara a expectativa por parte da China em relação ao posicionamento do Brasil face ao contencioso que envolve as duas maiores econômicas do planeta. Segundo ela, "esperamos que a parte brasileira reconheça a natureza do unilateralismo e protecionalismo da investigação 301 e a sua ameaça. Desejamos que o Brasil não ignore a ação errada dos EUA, muito menos de se posicionar ao lado deles".

Fonte: Comex do Brasil

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