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CNI defende diversificação da pauta exportadora para a China em seminário em São Paulo

05/09/2018
O diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi, defendeu nesta quarta-feira (5), medidas que contribuam para a diversificação da pauta exportadora do Brasil para a China. Durante o Seminário Brasil-China, promovido pela Folha de S. Paulo, ele afirmou que, embora a China seja o principal destino das exportações brasileiras, com 21,81% vendido pelo Brasil para o exterior, 81% desse comércio está concentrado em produtos básicos. Soja e minérios correspondem a 62% das exportações.

"Nos últimos 10 anos, o comércio entre Brasil e China passou por grandes transformações. A China se tornou o maior parceiro comercial do Brasil. Agora, temos de analisar o conteúdo de nossa pauta exportadora. Nosso superávit de US$ 20 bilhões com a China está concentrado em commodities", disse Abijaodi, durante o evento que vai até esta quinta-feira (6), em São Paulo.

Agenda

O diretor defendeu a redução de restrições às exportações brasileiras na China. Segundo ele, a agenda da indústria brasileira inclui medidas nas áreas de acordos; barreiras comerciais; investimentos; facilitação e desburocratização de comércio; defesa comercial; e promoção de negócios."Não é suficiente diversificar. Existe uma série de restrições que precisamos derrubar para ampliar esse comércio", afirmou.

Abijaodi citou, por exemplo, que a China aplica tarifas de até 30% ao suco de laranja brasileiro e de até 22% ao café solúvel. Ele afirmou que há ainda uma demora na habilitação de plantas para frigoríficos brasileiros. "Precisamos também remover barreiras aos investimentos do Brasil na China", disse.

Acordos

Na avaliação do diretor, uma medida que poderia contribuir para a desburocratização do comércio exterior entre Brasil e China seria a adoção de Acordo de Reconhecimento Mútuo dos programas de Operadores Logístico Autorizados dos dois países. O programa simplifica os procedimentos aduaneiros no comércio entre empresas, reduz burocracia e contribui para acelerar a cadeia produtiva.

O Brasil possui Acordo de Reconhecimento Mútuo vigente com o Uruguai e planos de trabalhos com Bolívia, Estados Unidos, Argentina e México. Para a CNI, iniciativa similar poderia ser adotada com a China, que também celebrou esse tipo de acordo com outros países, como Singapura, Coréia do Sul, Hong Kong, Suíça, e União Europeia.

A CNI também defende a celebração de um acordo de previdência social entre os dois países. Esse acordo possibilitará o reconhecimento das contribuições à previdência social dos nacionais de cada um desses países, beneficiando não apenas as empresas atuantes nos mercados brasileiro e chinês, mas principalmente seus funcionários.

Outra medida para melhorar o ambiente comercial seria a facilitação de viagens, com a isenção mútua de vistos de curta duração para fins de negócios. Na visão da indústria brasileira, a mobilidade de pessoas tem sido fundamental para a competitividade das empresas.

Esse processo pode contribuir, por exemplo, para que as companhias possam acessar mercados no exterior, encontrar especialistas para seus projetos, interagir com clientes, parceiros e investidores, gerenciar diferentes equipes e implementar seus planos de internacionalização.

Guerra comercial

Carlos Abijaodi avaliou que, com a guerra comercial entre EUA e China, o Brasil, assim como outros países, deve perder em função do aumento do protecionismo. No entanto, o Brasil pode também encontrar oportunidades, ao substituir atuais fornecedores do comércio bilateral EUA-China.

Cálculos da CNI mostram que a oportunidade para o Brasil no mercado americano se dá com a possibilidade de exportação de 131 novos produtos para os Estados Unidos, como máquinas e aparelhos mecânicos, plásticos e derivados e veículos.

Pelo lado chinês, o Brasil pode passar a exportar 121 produtos para a China, da lista dos 469 produtos industriais e agrícolas sobre os quais a China aplicará tarifa adicional para os Estados Unidos.

"Ressalto que tudo isso é teórico. Estudamos à luz de estatística. O mercado, na prática, pode ter comportamento distinto porque vai haver maior número de exportadores querendo exportar para a China e os Estados Unidos", disse. Abijaodi observou também que, como haverá um desvio de comércio, o Brasil deve ficar atento porque ouros produtos poderão ser trazidos para a América Latina.

Fonte: CNI

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