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Mudança da embaixada em Israel terá consequências políticas e comerciais, avalia especialista

06/11/2018
Países europeus como o Reino Unido, a Alemanha e França, alguns dos maiores defensores da solução dos dois estados para a questão israelo-palestina e nações como a Jordânia, o Egito e Irã, que têm uma ligação mais próxima com a Autoridade Palestina são aqueles que devem dar uma resposta "mais dura" ao Brasil caso o presidente eleito, Jair Bolsonaro, leve adiante a decisão de transferir de Tel Aviv para Jerusalém a sede da embaixada do Brasil em Israel.

Esses três países são grandes mercados para a carne brasileira e têm uma ligação mais próxima com a Autoridade Palestina. Por outro lado, o Reino Unido, Alemanha e França, que são os maiores defensores da solução dos dois Estados para a causa israelo-palestina poderão exercer uma pressão que pesaria mais do que a dos países árabes.

Wagner Parente/Barral MJorge

A avaliação foi feita por Wagner Parente (Diretor Superintendente da Barral MJorge), ao analisar as declarações prestadas por Jair Bolsonaro ao falar da decisão de promover a transferência da missão diplomática brasileira para Jerusalém, seguindo iniciativa já anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na opinião de Wagner Parente, caso a medida venha mesmo a ser implementada, as exportações brasileiras de carnes, a de frango em especial, devem ser afetadas: "as vendas para o Oriente Médio são muito importantes para o Brasil. O mundo árabe como um todo deve condenar o movimento, o que deve prejudicar as relações diplomáticas entre Brasil e os países daquela região. Do ponto de vista mais prático, países mais alinhados com os Estados Unidos, em especial a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e Bahrein, não devem retaliar comercialmente o Brasil".

Ao analisar as possíveis consequências da mudança da sede da missão diplomática em Israel, Wagner Parente ressalta que "o Brasil é pouco relevante hoje para o Oriente Médio do ponto de vista geopolítico. No entanto, uma mudança da sua embaixada tende a gerar um fato que favorece outros países a fazerem o mesmo movimento. Ainda que pouco relevante na região, o Brasil é reconhecidamente um player importante na América Latina e no resto do mundo".

Em continuidade ao seu raciocínio, Wagner Parente ressaltou que "no entanto, há de se verificar a legalidade do ato, pois a decisão contrariaria as Resoluções 476 e 478 da ONU. Além disso, poderia ser objeto de resolução na ONU, tal qual aconteceu contra a decisão de Trump. Internamente, a medida deve enfrentar a resistência do Itamaraty, que vai buscar usar a questão da legalidade e a necessidade de revogar a decisão do Brasil de reconhecer a Palestina como país soberano no âmbito a ONU. No Congresso brasileiro, esquerda, centro-esquerda e centro-direita vão se opor à mudança da embaixada. A comunidade árabe e sua classe política (Michel Temer, Gilberto Kassab, Esperidião Amim e Tasso Jereisssatti, entre muitos outros) devem se posicionar contra. A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira inclusive já se posicionou publicamente de maneira contrária".

Fonte: Anba

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