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Chile, destaque no livre comércio mundial, 1º país a ser visitado pelo presidente Bolsonaro

28/01/2019
O Chile, e não a Argentina, foi escolhido como primeiro país a ser visitado pelo presidente Bolsonaro após assumir o cargo no dia 1 de janeiro, quebrando uma tradição que vigorou nos últimos anos. A data da viagem ainda não está definida, mas deverá acontecer ainda no primeiro trimestre, antes da visita aos Estados Unidos, prevista para o mês de março.

E motivos não faltam para essa escolha. Com uma população de pouco mais de 17 milhões de habitantes o Chile é o quinto país de destino das exportações brasileiras, o décimo-segundo país que mais exporta para o Brasil.

Some-se a isto o fato de que o país vizinho já firmou Tratados de Livre Comércio (TLCs) com 64 mercados, entre outros os Estados Unidos, China, União Europeia e Japão e sua próxima meta é assinar um acordo de liberalização comercial com a Indonésia, o quarto país mais populoso do planeta.

Mais adiante, o foco do governo chileno estará voltado para negociações com os países do Oriente Médio e do Norte da África. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), o Chile possui a rede de TLCs mais poderosa do mundo, que assegura ao país acesso privilegiado a 60% da riqueza global.

Com uma população e economia muito menores que as do Brasil, o Chile foi o primeiro país da América do Sul a integrar a OCDE, em 2010. Integrar a Organização é uma das metas almejadas pelo governo de Jair Bolsonaro.

Tratados de Livre Comércio

Nos últimos trinta anos o Chile assinou 26 TLCs e com o objetivo de dimensionar de forma integral o impacto e a utilização dessa importante rede de acordos, o Ministério das Relações Exteriores chileno divulgou um inédito livro denominado "Impacto dos Tratados de Livre Comércio rumo a uma Política Comercial Inclusiva" que analisa e expõe uma série de cifras do mercado exportador e importador do país.

O estudo de 104 páginas foi divulgado recentemente pelo ministro das Relações Exteriores, Roberto Ampuero, e destaca as etapas das negociações comerciais do Chile, analisando a importante rede de 26 TLCs existentes com 64 economias de todo o mundo.

Segundo o chanceler, "em um mundo globalizado, as oportunidades não estão limitadas às nossas fronteiras físicas e sim, fundamentalmente, pelos limites que nós próprios nos impomos. O Chile é um país que não figura entre os grandes países em termos econômicos ou populacionais e por isso mesmo tem sido muito importante buscar uma inserção mais efetiva no plano internacional. A rede comercial do Chile permitiu gerar prosperidade econômica e brindou ao país o acesso, em condições preferenciais, a 63,2% da população mundial. Os bens e serviços chilenos têm um mercado potencial de 4,6 bilhões de pessoas, entre elas as das nações mais populosas e pujantes do planeta: China, Índia, União Europeia, Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e Brasil. De acordo com a OCDE, o Chile possui a rede de Tratados de Livre Comércio mais poderosa do mundo, superando de longe várias nações que também apostam fortemente na abertura comercial, como a Coreia do Sul, o México e Nova Zelândia".

Graças a essa vasta rede de TLCs, o Chile há muito deixou de ter suas exportações centradas quase exclusivamente nas vendas externas de cobre, ainda que o minério continue sendo o principal item da pauta exportadora chilena.

Em 2018, as exportações de "não cobre" bateram recorde e tiveram o melhor desempenho da série histórica, que mostra a evolução do comércio exterior chileno a partir do ano de 1990, e atingiram o montante de US$ 38,987 bilhões, com uma alta de 13% comparativamente com o ano de 2017.

O livro mostra que o Chile tornou-se o maior exportador mundial de uvas frescas, mirtilos, ameixas, maçãs desidratadas, mexilhões em conserva, ouriços do mar conservados e congelados, filés de salmões frescos e congelados, filés congelados de trutas e algas de uso industrial. Grande parte dos embarques desses produtos têm como destino os países com os quais o Chile assinou TLCs.

De acordo com o estudo, esses países foram também o destino final de 100% das exportações chilenas de avelãs, framboesas congeladas, pêssegos em conserva, abacates frescos e óleo de rosa mosqueta. Situação semelhante acontece com 96% dos embarques de vinho e 90% das vendas de salmão e truta.

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