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Sob pressão, EUA e China retomam negociações em Pequim visando acabar com guerra comercial

12/02/2019
Sob alerta de uma possível "tormenta" econômica mundial, anunciada pelo Fundo Monetário Mundial (FMI), a partir desta segunda-feira, em Pequim, uma série de encontros entre negociadores americanos e chineses marcam a retomada de negociações para tentar um acordo comercial. O propósito é que as duas potências cheguem a um ponto comum antes do prazo de 1º de março, quando Washington aumentaria os impostos sobre as importações chinesas na faixa de US$ 200 bilhões, que passarão de 10% para 25%.

A agenda de negociações começa com discussões entre grupos de trabalho, lideradas por pelo vice-representante de Comércio dos EUA, Jeffrey Gerrish. Os encontros de alto nível estão previstos para o final da semana, com a presença do Representante Comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e do Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

De acordo com o economista e analista político Carlo Barbieri, que atua nos Estados Unidos há mais de vinte anos, o clima será de pressão americana. "A projeção é que os EUA sigam pressionando para que os chineses mudem o tratamento com as empresas americanas, principalmente com foco intelectual. Por serem grandes produtores de tecnologia e inovação, os EUA querem um ambiente onde estas expertises estejam protegidas, e a China parece não querer ceder", aponta o especialista.

Apesar da cautela nas declarações de Lighthizer, indicado de Trump para liderar o processo após a trégua de 90 dias na guerra comercial com Pequim, o clima é de confiança americana. "De forma alguma estou prevendo sucesso (nas negociações). Há muito trabalho a ser feito ainda", suscitou.

IMPACTOS MUNDIAIS

Na semana passada um levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU) estimou quem ganharia vantagem e quem não seria beneficiado com a tensão comercial travada entre China e Estados Unidos. O mapeamento indicou que a disputa pode render um salto de até U$10,5 bilhões para as exportações brasileiras. Os países da União Europeia seriam os maiores beneficiados, capturando cerca de 70 bilhões, conforme o Relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

O resultado geral avaliado pelo documento é que, distante da intenção de supervalorizar a produção americana, dificultando o acesso de produtos importados da China pelos EUA, Donald Trump pode encarar um cenário onde os produtos chineses serão apenas substituídos por de outros países, e não os nacionais.

"Temos visto uma grande oportunidade comercial para que o Brasil se afirme nestes mercados, principalmente aqui nos Estados Unidos. É possível que neste momento o país ganhe competitividade aos seus produtos e reafirme sua robustês comercial aqui nos EUA. Temos as condições ideais para ocupar o centro dessa disputa e ganhar com ela", pondera Carlo Barbieri.

Outro ponto favorável levantado por Barbieri é a proximidade geográfica do Brasil com os Estados Unidos, a qualidade dos produtos e a força de trabalho brasileiros são atrativos que devem conferir ao país a posição central na avaliação comercial americana. "Os Estados Unidos estão fortalecendo laços comerciais neste momento. A questão política ideológica atual também têm sido favorável. O Brasil pode e deve aproveitar essa chance para consolidar ainda mais a relação com os EUA", avalia o economista ponderando que não há melhor momento para investimentos brasileiros nos EUA.

Fonte: Comex do Brasil

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