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Déficit comercial com EUA explode em 2020 e é 6 vezes maior que saldo negativo em todo o ano de 2019

09/03/2020
O ano de 2020 chegou ao primeiro trimestre e em apenas no acumulado janeiro-fevereiro o Brasil já registra um déficit de US$ 2,467 bilhões no comércio bilateral com os Estados Unidos, o segundo maior parceiro comercial brasileiro, atrás apenas da China.

Para se ter uma ideia da dimensão do crescimento desse saldo negativo, basta lembrar que em todo o ano de 2019 o fluxo de comércio com os Estados Unidos gerou para o Brasil um déficit de apenas US$ 374 milhões. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia

Os números oficiais do primeiro bimestre mostram que a balança comercial com os americanos apresentou nos dois primeiros meses deste ano um desequilíbrio comparável àquele registrado em anos, como por exemplo, 2013, quando o comércio bilateral gerou para os Estados Unidos um superávit da ordem de US$ 11,372 bilhões. Mantida a atual tendência, com déficits médios mensais de US$ 1,230 bilhões, o Brasil teria este ano um saldo negativo recorde histórico nas trocas comerciais com a maior economia do planeta.

No primeiro bimestre do ano, comparativamente com o mesmo período do ano passado, as exportações brasileiras tiveram uma queda de de 24,1% para US$ 3,322 bilhões, enquanto as vendas americanas para o Brasil cresceram a uma taxa robusta de 33,2%, totalizando US$ 5,719 bilhões. Nesse período, os Estados Unidos absorveram 10,8% das exportações brasileiras para todo o mundo e foram responsáveis por 19,7% das importações totais realizadas pelo Brasil.

À exceção do petróleo (com alta de 46,6% e receita no valor de US$ 325 milhões e segundo item na pauta exportadora brasileira para os americanos), os demais produtos integrantes da relação dos cinco principais itens embarcados pelas empresas brasileiras para os Estados Unidos tiveram quedas acentuadas no primeiro bimestre.

Principal item da pauta, os produtos semi-acabados, lingotes registraram uma redução de 14% e somaram US$ 349 milhões. Os outros três produtos da relação também apresentaram queda no período: óleos combustíveis (queda de 39% e receita de US$ 185 milhões), aviões (retração de 15% para US$ 163 milhões) e café não torrado (contração de 11% e receita no total de US$ 136 milhões).

Do lado americano, apenas um bem -demais produtos manufaturados, com queda de 17% e receita de US$ 268 milhões- apresentou queda nas exportações para o Brasil no primeiro bimestre deste ano e todos os demais produtos integrantes da relação dos itens mais vendidos ao Brasil tiveram aumentos relevantes no período.

Líderes da pauta exportadora americana para o Brasil, os óleos combustíveis tiveram as vendas elevadas em 56,9% para US$ 1,56 bilhão. Por outro lado, também cresceram robustamente as exportações de instalações de engenharia civil, com uma alta de impressionantes 7.650% para US$ 1,22 bilhão, de petróleo (aumento de 85,4% para US$ 227 milhões) e álcóis e fenois, com um aumento de 4,74% para US$ 137 milhões.

Fonte: Comex do Brasil

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