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Valorização do dólar interfere em diferentes setores da economia. Exportações são beneficiadas

11/03/2020
Fatores como a demora na apresentação de reformas prometidas pelo governo, a desconfiança perante a recuperação econômica do país e até mesmo o surto de Coronavírus têm causado turbulências na economia brasileira.

Entre as consequências trazidas por essas variáveis estão a queda na Bolsa de Valores (em 9 de março, o índice Bovespa caiu a 12,17%, maior queda percentual desde 10 de setembro de 1998) e a alta do dólar. No mesmo dia, a moeda americana era vendida a R$ 4,74, pese às tentativas anteriores do Banco Central de controlar o câmbio.

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, já afirmou que os tempos de real valorizado - e, consequentemente, de dólar barato - fazem parte do passado. O chefe da pasta afirma que pretende manter o câmbio como está, conforme sua política econômica.

Real desvalorizado afeta mais do que turismo

À primeira vista, o turismo é um dos setores mais afetados pela alta do dólar. Em algumas cidades do país, a moeda chegou a ser vendida a valores próximos aos R$ 5, incluindo IOF. Isso encarece as viagens ao exterior, o que pode favorecer os destinos nacionais.

Apesar disso, há mais áreas da economia que são afetadas pelo ganho de valor da moeda. A principal delas são as exportações: com o real mais barato, os produtos da indústria brasileira ficam mais em conta para compradores estrangeiros, tornando-se mais competitivos com as mercadorias de outros países. Portanto, empresários que vendem para o exterior saem ganhando. Segundo Guedes, esse é um dos motivos pelos quais o câmbio é mantido da maneira como está.

Ao mesmo tempo, a desvalorização do dólar faz com que os produtos vindos de outros países fiquem mais caros. Isso, por sua vez, faz com que a população prefira as mercadorias produzidas dentro do país, fortalecendo a indústria nacional.

Empresários cobram retomada mais robusta da economia

Por mais que a alta do dólar tenha favorecido alguns setores da economia, em outros, o prognóstico não é tão bom. Por exemplo: quem trabalha com matérias-primas vindas do exterior vê seus custos aumentarem.

Além disso, a economia brasileira, de modo geral, não tem se recuperado no ritmo prometido durante a campanha presidencial. O desemprego, considerado um índice importante para a atividade econômica, ficou em 11% no mês de dezembro, de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, a atividade industrial esteve em queda durante vários meses em 2019.

Na prática, isso significa que a população, de modo geral, ainda não se sente confiante o suficiente para consumir, prejudicando a recuperação econômica. Por conta disso, muitos empresários se veem obrigados a rever as finanças de seus estabelecimentos, cortando custos e até mesmo tomando medidas mais drásticas, como a redução da equipe.

Ao mesmo tempo, o mercado financeiro ainda vê o investimento no Brasil como algo arriscado. Além das perdas enfrentadas pela Bolsa de Valores, a política econômica trouxe uma baixa na taxa Selic - que, de acordo com especialistas, deve cair ainda mais. Isso faz com que os retornos sobre aplicações realizadas no país sejam menores, tornando os produtos financeiros estrangeiros mais atrativos.

Empresas de exportação têm linhas de crédito especiais

O real desvalorizado cria um panorama no qual as exportadoras brasileiras têm uma boa janela de oportunidade para aumentar os lucros. Além desse cenário, há linhas de créditos especiais, oferecidas por instituições como o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Empresas que produzem para exportar, por exemplo, podem contar com a Exim Pré-Embarque, cuja taxa de juros tem caído nos últimos anos. Há, ainda, uma linha destinada a produtos inovadores com potencial para serem vendidos em outros países.

Existem, ainda, outros produtos financeiros destinados a negócios que vendem para o exterior. O Banco do Brasil, por exemplo, oferece duas linhas de empréstimos a essas empresas: o Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) e o Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE). O ACC é um adiantamento de recursos, feito até 360 dias antes do embarque da mercadoria, de modo a custar o investimento necessário para o seu transporte. Já o ACE proporciona os recursos após o embarque, dando suporte financeiro à fase de comercialização.

Por mais que possam ser um auxílio, empréstimos devem ser tomados com cautela

Por mais que o acesso ao crédito dê um fôlego a qualquer negócio no momento de reequilibrar as contas ou em um momento de crescimento, é preciso ter em mente que mesmo com um maior acesso a empréstimo rápido e fácil, é muito importante ter cautela. Em primeiro lugar, recomenda-se investi-lo em ações robustas, que de fato trarão retorno ao negócio.

Do mesmo modo, planejar o pagamento é fundamental. Parcelas que comprometem grande parte do orçamento devem ser evitadas, pois as chances de não honrá-las são grandes. Para evitar esse problema, o mais indicado é pesquisar muito antes de tomar o empréstimo, escolhendo os estabelecimentos mais competitivos e com as melhores condições de pagamento para tomá-lo.

Fonte: Comex do Brasil

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