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EUA querem nosso mercado

27/09/2010
O Brasil quer recuperar o espaço perdido no mercado americano.

Se antes era difícil, agora é quase impossível porque os Estados Unidos decidiram adotar uma política comercial extremamente agressiva para conquistar mercados nos países emergentes, principalmente Brasil e Índia. Não falam da China porque já estão fazendo tudo o que podem.

Somos o cara. O governo americano fala abertamente no Brasil porque é mais fácil de conquistar sem ferir a tal "soberania nacional" do Itamaraty. Não precisam fazer muito. Eles encontram aqui uma fronteira aberta por um recuo de anos nas exportações brasileiras, muito antes da valorização do real. Foram agraciados pela retórica terceiro-mundista (ufa!) que diversificou sem complementar ou melhorar o valor e a qualidade das exportações. A tal de Sul-Sul de triste presença, uma festa para eles. O s empresários americanos e as estatais chinesas estão rindo e batendo palmas.

Ministério vai à luta. O Ministério do Desenvolvimento comandando por Miguel Jorge vai à luta, mas encontra agora a nova frente agressiva e protecionista americana. A isso se somam os desafios do custo Brasil. Outro lutador incansável, ao lado de Miguel Jorge, é o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral. Ele esteve esta semana em Washington para finalizar um acordo com os EUA que dá mais transparência e segurança ao comércio bilateral. Será assinado até o fim do ano.

Há atraso. O ministério enfrenta o peso de um passado marcado pelo desinteresse do Brasil com os EUA. Em 2002, representava 25% das exportações brasileiras e hoje apenas 9,8%. Quer mudar isso, mesmo porque o cenário também se agrava no comércio com a Europa. Em 2002, representava quase 26% das vendas brasileiras e, este ano, 21,4%. A ascensão da Argentina é bem-vinda, mas não à custa do recuo nos mercados americano e europeu.

Barral esclarece. Em conversa com a coluna, de Washington, Barral procura racionalizar os efeitos negativos da maior agressividade comercial americana. Não concorda com a coluna. "O comércio internacional não é um jogo de soma zero, em que o crescimento de exportações de um país implica na limitação de outro. Ao contrário, o aumento de comércio leva ao crescimento de demanda recíproca por novos produtos e insumos."

Isso é ainda mais verdade quando se analisa o comércio entre EUA e Brasil, feito em grande parte entre firmas. "Nessas operações, o aumento de demanda por produtos finais leva ao crescimento da demanda, no mercado importador, por insumos e partes e peças, que aliás já compõem grande parte da exportação brasileira para os EUA."

Mais do que isso, observa ele, temos de promover também o comércio de serviços, os investimentos recíprocos e as parcerias em inovação.

É claro que temos de buscar a redução de tarifas (como as do etanol) e barreiras sanitárias que existem em produtos agrícolas. "Mas como nos tornamos o oitavo parceiro nas exportações americanas, temos outro calibre para negociar e remover barreiras", conclui Barral.

Será? A verdade é que não há, no momento, condições para aumentar as vendas para EUA e Europa. O cenário do comércio exterior vai continuar negativo por algum tempo. Se é ruim para o equilíbrio das contas externas, pior ainda para a indústria nacional. A outra grande verdade é que o Ministério do Desenvolvimento está certo e faz tudo o que pode. Só faltam os outros.

Eleições de novembro. A Revista Interesse Nacional, dirigida pelo embaixador Rubens Barbosa e editada pela jornalista Maria Helena Tacchinardi, circula desde o dia 20 com artigos de sete jornalistas expressivos sobre os temas econômicos e políticos presentes nas eleições de domingo.

Fonte: O Estado de São Paulo


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