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BC mais tolerante desencadeia revisão de projeções para o câmbio

14/04/2011
A sinalização de que o Banco Central será menos agressivo em seu esforço de conter a apreciação do real já provocou uma onda de revisões das projeções para a taxa de câmbio ao final do ano.

Enquanto a última pesquisa Focus ainda mostrava uma mediana de R$ 1,68 para dezembro, boa parte das estimativas já está abaixo de R$ 1,60. Algumas colam em R$ 1,50. Nesse patamar estão Bradesco, Fibra e MB Associados. No patamar de R$ 1,55 estão Itaú Unibanco, Santander, Fator, Rosenberg & Associados e Verus Gestão de Patrimônio. Na ponta máxima, de R$ 1,75, estão a Gradual Investimentos e a LCA Consultores.

Nos últimos dias, o BC foi mais ameno em suas intervenções no mercado à vista, mesmo nos momentos de forte queda da moeda americana. Segundo dados do BC, no primeiro pregão de abril, foram comprados US$ 633 milhões; no dia 4, US$ 494 milhões; no dia 5, US$ 344 milhões; e, no dia 6, US$ 124 milhões. Estimativas do mercado apontam que, nos dois dias seguintes, as compras somaram US$ 200 milhões e US$ 184 milhões, respectivamente.

Essa postura foi entendida pelo mercado como uma reação à percepção de que o dólar acima de R$ 1,60 era um dos fatores de pressão inflacionária. Assim, o BC estaria atuando no mercado cambial de forma a suavizar a trajetória de valorização do real - não para impedir a queda do dólar, mas para que ela não seja vertiginosa, que ocorra em degraus. E isso vem acontecendo.

André Perfeito, economista-chefe da Gradual trabalha com real mais desvalorizado por considerar que o Federal Reserve (banco central americano) deve começar a retroceder a política monetária expansionista no final deste ano. Bráulio Borges, economista-chefe da LCA, informa que sua projeção de câmbio está em R$ 1,75, mas deverá ser revista para baixo, uma vez que o governo parece ter soltado um pouco as rédeas do real nas duas últimas semanas para ajudar no combate à inflação.

Inês Filipa, economista-chefe da Icap Brasil, lembra que o câmbio é um fator novo a ser considerado dentro da gestão da política monetária, pois a taxa rompeu uma barreira psicológica. "Mas resta saber por quanto tempo vai ficar nesses níveis, abaixo de R$ 1,60, e que pode impactar positivamente mais à frente a inflação. Provavelmente o BC conta com isso. O fato é que se BC levar a ferro e fogo o câmbio, não mexe mais nos juros."

Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, trabalha com a perspectiva de mudança na política monetária americana, o que daria, na sua opinião, o tom de mudança temporária no câmbio. "No curto prazo, entretanto, a tendência é de apreciação. Pode escorregar para baixo de R$ 1,50 sem muita dificuldade. Essa tendência de apreciação se mantém ainda em 2012 com a perspectiva de que o governo vá agir corretamente para conter a inflação. Não devemos esquecer também que não apenas a taxa nominal está caindo, mas o diferencial de inflação doméstica e externa está cada vez maior, o que significa que taxa real de câmbio está extremamente baixa", diz.

Fonte: Valor Econômico


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